O causo do gigante Piaimã comedor de gente

•1/10/2008 • Nenhum Comentário

Essa aconteceu lá pras bandas da Paraíba, mas faz tanto tempo que naquela época os bodes ainda nem tinham chifres, só iriam adquiri-los a preços módicos algumas eras mais tarde quando um ingênua família de caracóis, totalmente rendida ante a lábia de uma lesma tão carismática quanto cafajeste, deixava suas casas para trás perseguindo uma ilusão. Quem se deu bem no final foram os bodes. E o molusco, claro. Sobre este assunto basta dizer que entre os fidalgos da terra é considerado um vício abrir negociação com uma determinada espécie de lesma-zebra, exatamente a que referimos neste preâmbulo.

Mas os bodes só encontrariam seus chifres muito depois desta história. Procede que, na época em que o gigante Piaimã ainda vagava por essas terras resignado atrás de toda espécie dos tais animais barbichas orleanas bodódromos e formatos de cabeça chata sem cornos, o que não faz tanto tempo assim, o serumano, ele mesmo, já havia adquirido seus chifres e para sempre estaria no cardápio das segundas-feiras de Piaimã, dia da infame penitência. O pior era a hora daquela galhada sair. E ele ainda fazia questão de tacar pimenta, pra arder mais. Piaimã era assim, tadinho, arrastava o peso de muitas mortes, odiava comer animais. Fazia mal pra si mesmo, se machucava. Era, por natureza, um humanista, um antropófago, apreciava o homem, por quem desenvolveu apurada técnica de abate e subsquente corte. Mas tinham os malditos chifres. Desde que surgiram tudo mudou, passou a ser um antigozo comê-los, e, suplício máximo, caçar, despelar e esquartejar bodes. Chorava toda noite.

Do alto de uma colina, viu Ambrozilina, que era vila e não menina, bem que talvez alguma menina na vila chamaria Ambrozilina algum dia, mas ali ninguém não nascia, era uma vila menina e ainda crescia.

Atrás de uma pedra grande e cinza foi onde ele se escondeu, ficou olhando a cidade e entendendodonde as pessoas iam e viam. É estranho chegar até aqui e você ainda não saber que na verdade Piaimã tem cerca de sete cavalos de altura. Tá certo que está escrito no título “gigante” né, mas enfim, uma única palavra no meio de tantas, não vamos querer exigir demais de você, não é querido leitor? E eu só falei porque tu não teria como mensurar o tamanho da pedra onde ele se escondeu atrás, e, rapaz, era uma pedra grande. Certo, então a pedra grande e cinza tinha uns nove cavalos de altura. E Piaimã, que é gigante, de trás dela encontrou exatamente o depósito de comida da cidade e sabia o que roubar naquela noite.

Gigantes não são conhecidos por serem particularmente furtivos, a empreitada do grandão custou a alguns aldões fraturas generalizadas e uma decapitação de membros aqui outra acolá. O próprio Pi recebeu um talho profundo, até o osso, no antebraço esquerdo e também foi queimado na antecoxa esquerda por uma mandala de ferro em brasas empunhada por um velho careca que cantava mantra incensado. Mas hei!, a comida era de Piaimã, sem muito tempo para mambojambos. Pegou quatro ou sete carroças e burrinhos carregados e picou-se dali, subiu na montanha mais alta da Paraíba, bem onde o corisco corre solto, e sentou-se na beirada comendo aquele colosso. Por pelo menos 10 dias não precisaria esquartejar os bodezinhos! Joyfull golly! Suspirava contando estrelas petiscando sacas inteiras de farinha, acompanhando uma ou otra galinha e um eventual burrico desprevenido. A coxa ardia e ele colocou um pouco de barro para resfriar.

Já a cidade virou geléia. Meio mundo morto fudido, umas casa tocando fogo, o padre com o crânio arrancado fudeu geral. Todo mundo em pânico apagando incêndio e saindo na mão se iam atrás do gigante naquela hora ou fugiam que ele ia voltar. Eis que surge momento oportuno, que é este, quando apresentamos Pedro. Curuminzim cabloquim assim voava lá pelos seus sete anos e já sabia se transformar em doze coisas. Falou que ia atrás do gigante. Deram risada. Insistiu, levou porrada. Subiu de castigo até o quarto, não podia sair, mas eles eram uns burros porque pedro já sabia muito bem se transformar em mosca e fresta era o que não faltava pra ele passar. Não deu dez minutos e já subia correndo o morro sem a menor idéia do que fazer mas indo lá pra resolver. Viu um burrico assando de longe e não carece dizer que os meninos, eles sim, receberam toda furtividade ausente nos gigantes. Observou de perto um grandalhão bebâdo de vinho e carne que, sentado, buscava constelações na abóboda celeste. Encontrava dificuldade imensa para identificar qualquer conjunto de estrelas. Em sua cabeça estão gravados os desenhos das constelações, mas entre isso e ligar no cérbo o nome associado morreu neves, não interessa quanto esforço fizesse, não saía nome.

Sou um fracassado!, chorou Piaimã, sou ninguém, nunca serei alguém, mas ah, esses sonhos do mundo que me têm.. você estrelinha, você.. eu sei quem é você.. é alfa de qualquer coisa.. e suas amiguinhas, vocês.. vocês são.. vocês são.. vocês vão pro diabo que as carregue, malditas constelações! e tchuf, jogava uma pedra nelas!

É centauro, seu burro! falou Pedro e imediatamente desacreditou o que fez. Ele não havia dado qualquer orientação para que sua língua e cordas vocais e pulmão e todo o trato enfim falasse qualquer coisa, ainda mais em voz alta, mas o fato é que ele falou, as estrelas evidentemente eram centauro e o menino não pôde tomar qualquer outra ação porque essa é uma história inventada e foi assim que aconteceu.

Difícil dizer quem assutou mais, porque o gigante ficou goiaba. Arregalou os olhos, esfregou, tornou a arregalar e olhou ao redor quase que com vergonha por ter ouvido as estrelas falarem com ele. Pedro, atrás de uma carroça, virou pedra e ficou. O privilegiado na estatura se abestalhou e, depois de um longo silêncio, conversou com o céu.

Mas, sr. centauro.. você está bravo comigo mas o senhor também não sabe meu nome

O cérebro de Pedro já havia processado a deixa anterior e agora decididamente deu a ordem:
É claro que eu sei seu nome, escolheu a voz espectral para dizer isso, é Piaimã, o panaca do sertão!

O que?? Como o sr. sabe disso???, retrucou desconfiado

É que eu te vejo como você vê uma constelação, Piaimã, lí suas estrelas.. olha ali sua mãe gorda fedorenta e mais ali embaixo sua irmã mais velha, aquela gostosa fenomenal de oito cavalos de altura, desnudou pedro

O queeeee? Seu cavalinho felodaputa! Tu vai rodar na minha mão seu porra, família é sagrado! e tchuf, jogou pro céu com tudo uma pedra, que caiu no mato.

aê sua bichola, rebola esse seu corpo de mola, dá pra ver sua calcinha rosa daqui de cima porra!

Piaimã perdeu o controle. Realmente estava de calcinha rosa. Mas como assim aquele cavalinho tinha visto essa porra lá da abóboda celeste e agora ainda gritava pra céus e terras que ele tava de calcinha, caralho! Felodaputa! E ai tchuf tchuf tchuf tchuf voou burrico, pedra, saca de rapadura, carroça, Pedro, árvore, calcinha, o diabo! Mas o menino, olha só como é herói, o menino na hora que foi agarrado como pedra ainda teve tempo de abrir uma saca de farinha e um barril de leite, deixou os dois numa carroça pro gigante jogar por último já certinha naordi. Antes disso ele próprio foi jogado e saiu voano. Pode ver aí em cima que a terceira característica que eu elenquei para Pedro é que ele voava e acho bom vocês passarem a acreditar no que vocês lêem, porque ele realmente voava e foi fácil aterrisar bem ao lado de casa. Quando pousou, toda a comida paçoca de carne seca arroz maria quitéria tartarugas piningas jogada por Piaimã chovia na cidade. Houve grande festa, todos repartiram o maná e beberam como porcos, os mortos poderiam esperar! A calcinha rosa de Piaimã virou bandeira na torre da igreja e, groselhando pela rua, gritavam em coro certas grosserias contra o gigante que, por educação, vou escolher deixar de fora deste conto infantil.

No alto da colina, sem comida, burrico ou calcinha, Piaimã remoía seu caminho e sua assadura na bunda fruto de rendinha arrebentada. Ouviu a cantoria na vila, soltou o último urro, brilhação furiosa antes de encerrar seu ciclo naquela região. Nunca mais daria as caras no sertão agora. Sua eterna Jurema ficaria para sempre no Ceará. Iria para São Paulo. Maldito cavalinho! ARRrrrhgRghgrHGrhgRHGrhgrHGaaaaaaar e tchuf, em força máxima pro céu a última carroça, cheia de farinha e leite, que foi foi foi foi até saiu da terra tchuf foi pro espaço. E que não se duvide que foi essa mema farinha e esse próprio leite da derrabeira carroça de Piamiã que se soltou fazendo todo o caminho dos signos no céu, pintando de branco tudo com farinha e leite. É dai que veio a via láctea.

Essas gentes que desmancham

•25/09/2008 • Nenhum Comentário

Samuel Davizon Jr. ainda brigava para dormir à beira da piscina quando seu couro começou vagarosamente a descolar da carne que envolvia. Assistiu os riscos da palma da mão sumirem enquanto a derme expandia lisa qual peitinho adolescente e além, todo espaço entre pele e músculo se preencheu ultraleve. Não doía, mais arrepiava. Recém-alçado à condição de balão, o filho de D. Cotinha só pôde observar enquanto decolava e ia se embora daquele deque.

Roberto Barbosa de Almeida, de cuecas e meias sobre a cama, fixava ponto além do teto toda fibra de seu corpo contraía ansiosa para desaparecer, já acontecera antes muito obrigado. Não se dispõe precisão suficiente para afirmar se Barboca ou suas cuecas sumiram antes, mas procede que
vestimentas acabaram perfeitas sobre lençol e entre os campos de arroz de Quinchuan o homem encontrou-se.

Rosalina Mateus Amaro de Brito enterrou-se em caixão selado. Escolheu gaiola de metal retorcido para esquife, fogo e asfalto para a cerimônia, no auge da saúde, uma tragédia de deus para a família mas agora o jeito é ir tocando como a gente pode, não como a gente quer. A três estados dali, Rosa dirigia um fusca verde tinha mais de 24h e ainda acompanhava a fita k-7.

Programa de auditório

•15/09/2008 • Nenhum Comentário

[* o texto a seguir deve ser lido em voz alta com timbre de baritono locutor pós-Lombardi. pense no que você sabre sobre grandes felinos e selvas do Kalahari, lembre do homem que lhe narrou isso num canal de documentarios, encontre e projete a voz. mas vai com tudo . efeitos podem variar*]

papaparararapaaaparararapa
pan pan pan pan
papaparararapapaparararapa
pan pan pan pan

- o auditorio esta quente ou não taaaa?

- o auditorio gosta da maaae?

- quem grozeliaosta da mae levanta a maao!

+ quem gosta da mao soeerganta a veeeelha!

- a velha ta quente ou não ta, ô minha geeente?

[* entra uma gostosa dancante da casa dos sessenta excessivamente maquiada. ¢- Esta é a voz de narrador em sua consciencia, voce conhece seu som, parece com a sua voz. Esqueca o baritono enquanto tenta formar a imagem da velha em sua cabeca. Teria ela biquini e meia arrastao? Cabelo platinado, dancing queen decadente? Perceba como o cenario se desenha e voce ateh consegue ver os canhoes de luz dos bastidores.. eles são... roxos, roxos nao? Iluminariam as mulheres no auditorio enviesadamente? Vou deixar essas questões para voce enquanto retomo o baritono ¢-*]

eoeo panpanpanranpanpanpan eoeo

- o auditorio gosta de palinlogismos ou não gooosta?

- vamo laaa quem fizer um verso com velha primeeeeero vai poder dar um banheijo na corooooaaa e lavar ela na agua!

- e é tu ai nos fundo! sobe sobe sobe aqui resconstroce teu lirismo e sapropria doavesso, vamove!

“as velhas são faceis de achar
elas ficam plantadas no chão”

- não não naaaao! tararara tararara se treslascou se treslascou-se.. essa cha passooou! velhaaaa dança velhaaaaa!

## tp tpptp tp tptptp {som do sapateado}

-velhaaaa tu ganhooo! banheija a gaja levaaaaa e lavaaaaa no taaaanque!

[*¢- pronto, todos felizes e completos: o auditorio tem um baritono; este, por sua vez, tem uma velha para si; a coroa não faz por menos e te levou a construir um miniverso para ela. 

O lance de fundir palavras é só putaria pra complicar -¢*]

§¤
nova diretriz

pausa baritono

sobe voz feminina, chiada pela transmissao eletronica

pense na reporter com fotinho na tela

retoma narracao
¤§

-”… foi uma carnificina, comunidade. Tudo corria bem durante a ultima edicao do popular quadro do banheijo, quando a veterana atriz Scarlet Yohansen perdeu
o controle. Ela lavava uma mulher do auditorio, como já fez milhares de vezes antes durante sua carreira de atriz, quando atacou e mordeu a jugular da indefesa mocinha molhada.. veja essas imagens, tudo está normal, ela estâ lavando quando olha! mordeu olha! Scarlet mordendo, esse sangue todo espirrando na cabeleira loira, olha!

Foi horrivel, ela trancou a unica saida e atacou a plateia, o narrador e os tecnicos. Centenas morreram, inclusive todo um miniverso em desenvolvimento. Continuaremos a cobrir extensivamente o caso e voltaremos com qualquer fagulha de noticia. Não se aproxime de Scarlet “Terror Sexagenario” Yohansen ela é extremamente perigosa e deve ser lidada unicamente com forca letal. De volta aos estudios. É com voces”

Processo criativo

•15/09/2008 • Nenhum Comentário

Descrever é muito fácil. É só olhar pro mundo com tranquilidade e gastar tempo pra colocá-lo no papel enquanto você ainda lembra do que viu. Tem um bom tanto de textos descritivos aqui, ainda mais recentemente. Pode ter certeza que um desses, examplares de meu tipo pessoal de cronalismo, não são os que eu mais gosto. Não são piração em estado bruto, são construções a partir de situações existentes. Se você tiver sensibilidade pra ouvir vai encontrar o tanto de histórias despretenciosas que o mundo te joga no colo diariamente. Nada se perde e tudo se transforma.

Mas daí que é muito fácil. Se vc tornar isso sua atividade profissional então, virge santa, é um pulo lá e outro cá pra virar robotinique preenchedor de formulários. Dominar as ferramentas da forma, como ritmo e expressividade, pode chamar de estilo, te permitem dar uma guaribada num conteúdo empenado e tirar da cartola uns textos que garantem sua coluna de terça e a cerveja de sexta.

Tipo isso daqui. Olha que texto mandraque. Sua intenção inicial era justificar o porque de tirar da gaveta depois de meses o que vai ai em cima. Sua não, minha, porque a intenção dele sempre foi encontrar aquelas pelinhas que levantam atrás da unha que você precisa arrancar pra ver se arde. A dorzinha massa diz que deu liga e que tenho uns minutos pra perder encadeando palavras pra pintar o pôr-do-sol no cais que você estava quando olhou prum lado, olhou pro outro e tásc, rancou fora aquela pele lacerada e o mundo inteiro vibrou no seu indicador.

Saudades de escrever uns textos totalmente ficcionais. Normalmente começa assim: encontra-se uma situação que lhe desperte algo (e esse algo não sou eu que vou te explicar, vai ser gauche na vida antes que eu me esqueça). Peça licensa para seu objeto antes de pegá-lo na mão e começar a fuçar, gira pra cá e pra lá, ficar por ali um tempo caçando ângulo. Fique íntimo e se aposse daquilo que vai desenrolando nas ligações químicas do seu cérebro. Encontre aquela que você só consegue olhar de lado. Ela foge, é pudica, a idéia, dissimulado, o assunto. As que valem a pena correr atrás são as que sabem te provocar. Fogem até ali, param assim de viés e voltam devagar, te comendo com os olhos desde longe.

E aí ela se abre. No meu caso eu sei que isso acontece quando eu vejo a calcinha do assunto. A partir desse ponto é só brincar.

Melô do mochileiro eletrônico

•14/09/2008 • Nenhum Comentário

Na bateria
Cada clarão
É quase um dia
Depois de outro dia

Brasil Empírulas 16 - a pilha de livros sujos na pia

•7/09/2008 • Nenhum Comentário

(10 anos)
- Ei, o que cê tá fazendo? Por que tá escrevendo nesse caderno?

- Tô escrevendo sim. É o meu trabalho né.

- Credo. Vai dizer que você tem que ler também no seu trabalho?

- Ai.. senta aqui, vâmo conversar..

Constatar obviedade

•2/09/2008 • 1 Comentário

Qualquer dia em que você cozinhou com sucesso um camarão na moranga para duas mulheres lindas é um bom dia.

 

Ingredientes:

- Moranga ou abóbora
- Camarão (a versão econômica troca camarão por carne seca, que não deve nada)
- Leite de côco e azeite de dendê
- Queijo cremoso
- Cebola, alho e pimenta

(A quantidade de todos os ingredientes é condicionada pelo tamanho da moranga e devem ser definidas baseadas unicamente em sua intuição.)

 

Preparo

Corte fora uma tampa o mais redonda possível no topo da moranga, descole uma panela grande que ela caiba inteira para ferver e mande ver. Coloque um pouco dágua com sal dentro dela também e deixe estar por uns 10 mins.

Enquanto sua abóbora cozinha, doure cebola e alho no azeite de dendê em frigideira ao lado. Acrescente o camarão limpo e acompanhe-o ali por uns cinco minutos.

Quando a moranga estiver desmanchando, escorra a água e add queijo cremoso dentro dela como colchãozinho para o restante. Add também leite de côco, o camarão com dendê, sal e pimenta e também mais um pouco de queijo para ficar por cima e dar aquela derretida. Pode ser queijo não cremoso, em cubos, para amolecer mas não liquefazer.

Enfins, coloque tudo dentro da bichona, tampe-a novamente com o cocoruto que você cortou fora e reservou antes. Vai ao forno por uns 10 mins e tá-dá.

É um absurdo, podem confiar.

Veja bem, isso é muito natural

•28/08/2008 • Nenhum Comentário

Toda noite era assim, os cinco pratos de porcelana detalhada parece que faziam questão de ficar um mais sujo do que o outro.

Acumulavam gordura em suas frestas e gestavam manchas escuras com carinho.

Natural.

Ela sempre deixava o mais sujo por último.

Vitorioso, aquele pedaço de louça festejaria solitário madrugada adentro. Sabia que pouco tempo após o amanhecer ela passaria por ali atrás de sua toalha.

Cada dia com uma calcinha diferente.

Diálogos baianos

•28/08/2008 • Nenhum Comentário


(26 e 8 anos)

- Ô Eduardô! Menino, volte aqui! O senhor não tem tarefa para fazer não!?

- Ô minha tia, alivie, se a senhora me deixar sair depois eu vou estudar de uma tal forma que a senhora não vai nem acreditar!

Fez três gols.

(35 e 16 anos)
- Ouve aqui. Vou colocar na tua mão a chave do vectra, mas eu vou cuspir no chão e tu vai ter que voltar antes do cuspe secar.

- Porra rei, salvou!

Fez três vítimas.

Topo das pesquisas

•26/08/2008 • Nenhum Comentário

Como se chega do google até aqui:

putaria.com,  meninas de parauapebas,  auto-aceitação

Acho que eu tenho que escrever menos putaria.. ah, que se foda.